
Desabafo
Parece que previ o que tinha escrito outrora, o ódio me tomou incontrolavelmente. A chance de me ver neste estado é... Única. Pois é coisa rara de acontecer. Nada de garganta quente, nada de punhos estralando, simplesmente rangidos de dentes, corpo quente, fortes dores de cabeça trazida pelo estresse alto, olhos firmes e voz serena (controlada). Nada tão espantoso ou bonito, mas ci o quão sensível estava, culpa do cão! Maldito! Virará sabão para lavar minhas roupas sujas e cansadas da rua! Minha mochila (lamento)... Ele urinou (¬¬) ... Bem, isso de alguma forma me tomou um ódio sobrenatural, minha cabeça ainda pulsa de raiva, imagina a cara dos meus amigos – zombadores de mim, assistindo a esta cena “maravilhosa”. Eles teriam o que merece... a meses e eu ficaria muito feliz castigando-os- ainda estou com raiva, por isso escrevo muita baboseira. Nem minha mãe, nem irmãos me seguraram, pois saberiam que estaria falando muito se abrisse a boca... Sei não, acho melhor ser manso, coração pulsou forte mais uma vez,(por sorte ninguém viu)...Desculpem-me pelas palavras, mas o caderno foi r refugio.O passado juntou-se ao presente. Neste dia o passado estava perto de mim, vi toda a ira dos meus antepassados – todos muito deles irritados com coisas fúteis, coisas que podem ser limpadas, despachadas facilmente. Digo isso pois quando estava me acalmando lembrei destes que falavam barbaridades e apelidavam os mais novos de nomes horríveis. Com o tempo achei normal, mas... Não é bem assim, vi que estava me tornando igual a eles, e isso pra mim é inaceitável, não quero ser algo rabugento assim, não quero ser um cara irritante no futuro (não mais do que hoje sou, já é o suficiente).
Alberto pires Bernardes
20/07/1987

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